Conheça a história, culturas e danças de Pipa.

Nesse tempo de quarentena e pandemia a gente fica avaliando o que realmente importa. Sonhos, desejos, planos, amigos, e também o caminho percorrido até aqui, nossa história. Isso nos fez olhar para Pipa Aventura, que já completou 15 anos! E também para a história da Praia da Pipa. O que fez desse lugar destino internacional, como é o povo daqui, como funciona essa relação entre as pessoas. Além disso, o que tem de mais legal além da natureza, claro! Qual a cultura, quais os costumes e de onde veio tudo isso. Então, pesquisei um pouco, falei com gente daqui e claro, tem também que a gente conhece, viveu e vive desde sempre. Vamos conhecer mais da Praia da Pipa?

Drama da Pipa


Drama cantado, Zambê, Maculelê e ainda a Capoeira são algumas manifestações culturais que encontramos aqui. “O Drama da Pipa é uma apresentação teatral toda cantada, que no começo acontecia em ocasião das festas de fim de ano letivo da escola da Pipa, passando depois a ser representada nas festas juninas. O grupo que apresenta a peça é composto apenas por mulheres. O Drama da Pipa foi ensaiado e apresentado pela primeira vez em 1942, organizado pela saudosa professora Belinha. Não existe um número exato de componentes. Antigamente se fazia um círculo grande rodeado de palhas de coco e se cobrava uma entrada.

Quando uma pessoa gostava da moça que cantava, podia pedir bis; daí, precisava pagar que ela cantasse novamente, e quantas vezes pedissem bis, tantas a moça tinha que cantar. Os cantos interpretados pelas mulheres relatam histórias locais, ou “causos” como são ditos;  toda a apresentação é acompanhada pelas notas musicais de um sanfoneiro.”Explica Jack d`Emília, fundador do Festival Cultural Alternativo da Pipa ( FLIPAUT)

Zambê

Contagiante, engraçado, estimulante. O Zambê é algo surpreendente. “O coco de zambê é uma dança bem distinta das outras modalidades de coco nordestinas. É conhecido também por zambê-do-pau-furado. Sua presença em Tibau do Sul, Rio Grande do Norte, deve-se à provável existência, em passado remoto, de um quilombo na região. O próprio nome ‘zambê’, ao que tudo indica, é uma corruptela de ‘Zumbi’. Na dança, os tambores são reverenciados como deuses que conduzem os brincantes – por vezes, ao êxtase.” 

Costumava ser dançada apenas por homens. A história do quilombo tem registro na Praia de Sibaúma que, contam, começou como comunidade a partir do naufrágio de um navio negreiro próximo à costa. Os que puderam se salvar, nadaram até a praia e fundaram ali uma vila. 

Maculelê

Está em Sibáuma também a origem do Maculelê na região já que antes da chegada dos africanos já era morada de povos indígenas. O maculelê em sua origem era uma arte marcial armada, mas atualmente é uma forma de dança que simula uma luta tribal usando como arma dois bastões, chamados de grimas (esgrimas), com os quais os participantes desferem e aparam golpes no ritmo da música. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar de bastões, o que dá um bonito efeito visual pelas faíscas que saem após cada golpe. Esta dança é muito associada a outras manifestações culturais brasileiras como a Capoeira e o frevo.

O grupo Raizes do Brasil existe na Praia da Pipa há 19 anos, realiza eventos, festivais, apresentações públicas e privadas sempre privilegiando a inclusão social.


Seguimos nos abastecendo de conhecimento, para seguir oferecendo experiências e novidades para que seus dias na Praia da Pipa possam ser ainda mais extraordinários. 

Fontes: http://flipaut.blogspot.com/2016/12/resgate-da-cultura-popular-o-drama-da.html
https://www.youtube.com/watch?v=OGjbKl4v2G0
http://wikidanca.net/wiki/index.php/Maculelê
https://pipa.com.br/iv-festival-de-capoeira-e-cultura-da-pipa/



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